Esta semana o Brasil esteve em destaque em duas grandes instituições internacionais. Na terça-feira, dia 5 de dezembro, a Magnum – a mais importante agência de fotografia do mundo – postou em seu perfil no Instagram uma série com 3 fotografias homenageando o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna, Niemeyer foi acompanhado constantemente pelos fotógrafos da Magnum durante seus projetos e agora, 5 anos após a sua morte, a agência relembra seus feitos através de imagens de Rene Burri, Elliott Ervitt e Patrick Zachmann.

Foto: Rene Burri / Magnum Photos

Em uma das postagens onde aparece Niemeyer e o Congresso Nacional ainda em construção ao fundo, a agência diz: “Hoje fazem cinco anos desde que o arquiteto modernista brasileiro Oscar Niemeyer faleceu em 5 de dezembro de 2012. Fotógrafos da Magnum capturaram muitas das construções de Niemeyer através dos anos, incluindo o Congresso Nacional do Brasil e o Museu Oscar Niemeyer em Curitba, assim como fotografamos o próprio arquiteto trabalhando. Foto: O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em frente ao prédio da Assembleia, na época, em 1960, ainda em construção. Arquiteto-chefe da NOVACAP, a empresa que planejou e construiu Brasília, ele desenhou a maioria dos prédios do governo, a catedral, numerosas unidades residenciais, muito da infraestrutura e a Universidade de Brasília.”

Foto: Rene Burri / Magnum Photos

Todas as fotografias referentes a Niemeyer e à construção de Brasília podem ser vistas e compradas em alta resolução no site da agência.

E por falar em Magnum, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, cujo nome é parte importante da história da agência, foi nomeado ontem (6/12) membro da Academia de Belas Artes da França. Em cerimônia realizada na última quarta-feira, Salgado tomou posse em uma das quatro cadeiras da seção de fotografia da academia, para a qual foi eleito em 2016 no lugar de seu amigo, o francês Lucien Clergue, que morreu em 2014. Vestindo o tradicional fardão preto com detalhes bordados em dourado, ele falou em seu discurso sobre Clergue e Lélia Wanick Salgado, a quem deve grande parte do sucesso de sua carreira.

Foto: François Mori / Associated Press

Nascido em Aimorés, Minas Gerais, Salgado foi exilado para a França durante a ditadura militar, onde mora até hoje. Trabalhou para grandes jornais e revistas e, como já mencionado, para a Magnum. Entre os livros lançados estão Êxodos, Trabalhadores, África e Gênesis. Este último deu origem ao filme “O Sal da Terra” de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado.

Com informações de iPhoto Channel e Magnum Photos Pro.

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