Ele é o cavaleiro Nial em Belaventura, a nova novela da Record. Alexander Hrodrich recebeu a Echoes em seu apartamento em São Paulo para uma sessão de fotos e bateu um papo com o fotógrafo Diego Fernandez. O ator paulista falou sobre sua estreia em grande estilo na televisão, sua rotina e a música. Confira!

Qual foi sua primeira paixão, a música ou a interpretação?

Foi a interpretação. Eu tinha 7 anos, fiz um trabalho do folclore na escola e escrevi um texto do Sítio do Pica Pau Amarelo onde fui o Visconde. Eu fiquei tão nervoso de ter que apresentar para várias salas aquilo, eu só tinha 7 anos e não gostava  – e nem gosto ainda –  de falar em público. E eu inventei que ele estava bêbado porque eu tinha que me soltar de alguma forma e soltar o texto dele e inclusive inventar mais coisas que saiam na hora. Quanto mais eu falava, mais os alunos riam e aplaudiam, aquilo foi me dando uma alegria que eu não sei explicar. Eu lembro que eu me apresentei pra umas dez salas. Após isso chegou a minha professora, que na época era de matemática e tinha dois grupos de teatro, e fez vários elogios e disse que eu deveria continuar fazendo isso, falou maravilhas que eu não vou mencionar pra não parecer que sou narcisista. Mas daí eu pensei que a melhor sensação que eu tive foi interpretando e as pessoas gostaram e alguém falou que eu podia seguir aquilo. Foi quando eu percebi que tinha que ser isso. E a música veio anos depois. Sempre gostei muito de música, mas enquanto ao trabalho eu me envolvi com a música quando eu queria fazer alguns musicais. Isso eu já tinha quinze anos.

Quem é a sua maior inspiração no mundo das artes?

DaVinci. Não por não ser um ator, mas é porque ele foi um artista de várias maneiras. Ele foi um místico e passou isso para suas artes, ele foi um cientista, ele foi um engenheiro e tudo o que ele fez foi com arte, foi com excelência. Então foi mais inspiração no sentido de sempre querer fazer o melhor, o mais perfeito que eu puder.

Você está sempre viajando pelo eixo Rio-São Paulo. Como arruma tempo pra cuidar do físico e da alimentação?

Vamos supor, fiquei no Rio dois dias. Quando volto eu vou à academia eu fico duas horas e meia lá. A dieta está bem controlada. Eu tive que ganhar 8 quilos pra fazer a novela, mas ao mesmo tempo eu ganhei outros quilos que não queria. Então eu estou cuidando disso com uma dieta e, mais ou menos umas três vezes por semana, eu faço musculação, sempre aqui em São Paulo. É o máximo que eu consigo. Mas tenho sorte, treino no Projeto Academia, fica dentro do Senac na Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, é a melhor academia que já treinei, além da maior e mais equipada. Estou sendo muito bem cuidado e é impossível perder o ânimo treinando lá. Também conto com um tratamento excelente com o Dr. Ricardo Hideki, que cuida da parte de ganho de massa muscular e perda de gordura localizada.

 

 

 

Você esteve no show do Brian Adams em abril. O classic rock te inspira?

Brian Adams é uma referência no sentido musical sim. Eu sempre tento atingir as notas dele e eu acho o cara perfeito. Eu sou muito fã e sem dúvidas é um referencial enorme.

Dia 25/7 agora irá estrear Belaventura. Fale um pouco sobre Nial.

Nial vai aparecer no capítulo 23, que é na segunda fase. Na primeira fase todos os personagens são crianças. Eu sou um cavaleiro com caráter duvidoso porque tudo o que o personagem faz parece que é com prazer quando se trata de fazer maldades. E ele segue ordens de alguém, que no caso seria o rei, mas ao que tudo indica tem mais alguém por trás também – que nem eu sei quem é. Uma pessoa X que dá as ordens e ele vai e as executa. Sem romances, ele é um cara no qual a missão dele é só cumprir as ordens e parece que ele se cresce com a espada na mão. Quando ele conversa com os nobres ele passa a impressão de ser um pouco medroso, agora quando são com os rivais e ele pega a espada e vai até eles pra prender, pra uma luta ou o que for, Nial já fica mais feroz. Então eu acho que é bem aquela história do bandido que é um medroso mas com a arma se sente um valentão.

Li que seu personagem é marrento e fiel às regras. Tem alguma coisa de Alexander Hrodrich aí?

Marrento.

E Fiel às regras?

Não. Não sou muito fiel às regras não (risos).

Você considera Belaventura um divisor de águas em sua carreira?

Com certeza! E eu acredito que vai ser um divisor de águas na história da TV. Os efeitos especiais e a fotografia são de cinema, a qualidade é de seriado e os figurinos são incríveis. Tudo é muito real, uma estória muito bem contada. Não é aquela coisa que vai dar sono, que vai te deixar com preguiça de assistir. Tem ação o tempo inteiro, tem as intrigas que são ótimas. Eu me sinto honrado em pisar na TV fazendo essa novela porque com certeza ela vai dar o que falar.

É o seu primeiro personagem de época? Como foi a preparação pra fazer Nial?

Fiz Hamlet, já fui Romeu… então de época já tinha feito outras coisas. Nial veio de muito estudo de filmes medievais. Dei uma acompanhada em Game of Thrones também, fiz algumas aulas de esgrima pra eu conseguir manusear a espada e tivemos workshop com uma historiadora pra gente entender qual é o mundo em que eles vivem, quais os costumes e como agir. Quais as reverências, o tom de voz usado quando eu estou falando com alguém que vou prender ou quando estou falando com a minha majestade.

Com essa agenda apertada de gravações, eventos e coletivas de imprensa, você tem tempo pra fazer o que gosta? Ou é exatamente desse agito que você gosta?

Faz parte do que eu gosto e eu continuo fazendo as mesmas coisas que eu fazia antes. É claro que eu não consigo ficar mais tanto em contato com a família, que muito me faz falta, mas no geral eu consigo fazer tudo o que gosto e estou vivendo um sonho. Então pra mim é degustar cada segundo disso.

 

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